Os Cadernos do CEAS buscam discutir criticamente temas diversos, que se relacionam com questões sociais, sempre na perspectiva de analisar a realidade brasileira em sua inserção internacional, apontando as iniciativas das classes trabalhadoras como caminho para a superação das situações de opressão e dos seus traços mais perversos, com o resgate da gigantesca desigualdade social que torna o Brasil um caso único e extremo entre os países industrializados.

A qualificação da Revista será acompanhada do propósito de ir ao encontro de novos leitores e acolher em suas páginas indistintas gerações de intelectuais (novos e consagrados). Enfim, reafirma-se, aqui, a linha editorial comprometida com leituras críticas da realidade e aberta à discussão das novas temáticas colocadas pela dinâmica social, assegurando aos Cadernos o espaço e respeito com os quais sempre contou. Acesse as diretrizes para autores e demais políticas para submeter seu trabalho.

Notícias

 

Prazo prorrogado para submissões no Dossiê América Latina no seu labirinto...

 

21 de junho de 2020 é a nova data final

Foi prorrogado até 21 de junho de 2020 o prazo para submissões no Dosiê América Latina no seu labirinto. Crise, restauração, resistência, a ser publicado no início do segundo semestre de 2020. A prorrogação possibilitará aos pesquisadores submeterem seus trabalhos dentro da temática de grande pertinência para a América Latina e para o mundo. Confira a motivação para o Dossiê na página dos Cadernos do CEAS.

 
Publicado: 2020-05-21
 

Chamada Temática de Artigos para 2ª edição de 2020

 

América Latina no seu labirinto. Crise, restauração, resistência

Número 250, mai./ago. 2020 | Submissão até 21 jun. 2020.

Após uma década de prosperidade e estabilidade relativa ancorada pelo boom das commodities, a América Latina foi abalada mais uma vez por graves reveses políticos e econômicos, golpes de Estado e crises institucionais, bem como por mudanças eleitorais significativas em países como o México, Brasil e agora a Argentina e o Uruguai. Se desde o início deste ano a situação se tornou extremamente delicada na Venezuela e na Nicarágua, nos últimos meses foi atingido um limiar crítico a nível regional após a eclosão de rebeliões e protestos maciços no Haiti, Honduras, Equador, Chile e Colômbia. A resposta dos governos, em todos esses casos, com o apoio e a crescente atração política das forças armadas e policiais nos respectivos estados, tem apresentado níveis alarmantes de violência e repressão que nos fazem temer pelo retorno aos métodos e práticas dos tempos sombrios. A crise boliviana, por outro lado, que levou à renúncia forçada do presidente Evo Morales e o estabelecimento de um governo de fato ("transitório"), de extrema direita, só acrescentou confusão e incerteza a um panorama regional já extremamente polarizado que, além disso, apresenta níveis alarmantes de interferência externa. Em suma, tudo indica que depois do "ciclo expansivo" (2000 a 2015), em vez de termos consolidado um cenário (geo)político regional de "restauração", ainda que de cunho neoliberal, conservador ou mesmo com matizes neofascistas em alguns países, estamos diante de uma situação de transição, cujas principais características em comum são a crise econômica e social, acompanhadas cada vez mais por governos deslegitimados e questionados por diferentes formas e perspectivas de luta e resistência social. Coletando contribuições sobre diferentes casos e experiências nacionais, o objetivo desta Chamada e Artigos para dossiê, que terá a coordenação de Daniele Benzi (UFBA) e Alessandro Peregalli (UNAM), é contribuir para a análise da situação latino-americana a partir de diferentes pontos de vista e abordagens, que compartilham entre si, no entanto, a perspectiva crítica e o compromisso com a justiça social.

 
Publicado: 2020-02-17
 

Chamada Temática de Artigos para a 1ª edição de 2020

 

Pensamento crítico e teologia em tempos de crise do modelo socioambiental e avanço da onda conservadora

Número 249, jan./abr. 2019 | Submissão até 30 mar. 2020. 

As religiões voltaram no centro da política. Da atual ascensão mundial da direita e da extrema-direita até as chances de desconstrução dessa hegemonia conservadora passam por elas. Basta ver a centralidade das confissões pentecostais e neopentecostais no projeto político em curso no Brasil. Não é por outra razão que o papado de Francisco está no centro das questões sociais, políticas e ambientais e mesmo econômica atuais, seja para quem deseja reforçar a atual supremacia conservadora, seja aos que desejam solapá-la. Nesse sentido, as ciências humanas, incluso o campo teológico-filosófico reatualizam sua importância política. Não só os cientistas sociais, mas também líderes religiosos, teólogos e crentes de todos os estratos sociais se mobilizam em vários âmbitos. Desde a base -- onde a teologia progressista, a teologia do povo, a teologia da libertação são temas que voltam a ser conversados --, às altas esferas, onde até a destituição do Papa é conspirada, envolvendo nomes como Steve Banon e Donald Trump. Nesse contexto, a crise do capital, imbricada a crise e as políticas ambientais ecocidas põem em cheque a sobrevivência dos nossos biomas  e da maior floresta tropical do planeta, justo, quando a Agencia Brasileira de Inteligência monitora os organizadores do Sínodo da Amazônia sob inspiração direta da encíclica mais contundente do Papa Francisco, Laudato Si.

Assim, os Cadernos do Ceas concita a todos - cientistas sociais, teólogos, filósofos, militantes críticos -, a contribuir com reflexões sobre esse leque de temas, que por sua relevância no complexo momento vivido no Brasil, na América Latina e no mundo, orientará as edições da nossa revista durante todo o ano de 2020.

 
Publicado: 2019-10-11
 
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n. 248 (2019): Os impactos das reformas trabalhistas no Brasil e no mundo


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