SAÚDE DA MULHER NEGRA BRASILEIRA: A NECESSÁRIA INTERSECÇÃO EM RAÇA, GÊNERO E CLASSE

Silvana Silva do Nascimento

Resumo


O presente estudo objetiva discutir a saúde da mulher negra e suas particularidades, considerando a necessária intersecção entre raça, gênero e classe. Norteadas pela perspectiva histórica, o percurso metodológico adotado contou com uma pesquisa exploratória, composta por levantamento bibliográfico e documental. Os resultados do estudo apontam que 51,6% da população brasileira é composta por mulheres. Conforme o IPEA (2013) as mulheres negras representavam 50% da população feminina do país. Em Recife 64% da população feminina que se autodenomina negra.  A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (2006) apresenta que essa população possui particularidades biológicas que os tornam mais suscetíveis a algumas doenças. Verificamos, também, que, conforme os dados coletados, “a pobreza no Brasil tem raça/cor, sexo e etnia. A “feminização da pobreza” está associada às condições de vida, considerando os determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais que contribuem para que a mulher negra seja mais suscetível a algumas doenças.

 


Palavras-chave


Raça. Gênero. Pobreza. Saúde.

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DOI: http://dx.doi.org/10.25247/2447-861X.2018.n243.p91-103

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