O ÊXODO DOS JOVENS RURAIS, A TEORIA DO BEM VIVER E A RESISTÊNCIA DA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO DO IBICUÍ D’ARMADA, NA FRONTEIRA DO RS

Rosemeri da Silva Madrid, Margarete Lopez Gonçalves

Resumo


O presente artigo tem por objetivo compreender os processos de resistência e perenidade das famílias do território quilombola do Ibicuí d’Armada, localizado no município de Sant’Ana do Livramento na fronteira oeste do RS. Para atingir este objetivo foi adotada abordagem qualitativa, com entrevistas com um grupo de jovens moradores da comunidade e a liderança local. Tomando por base as teorias das capacitações e a teoria do Bem Viver, conclui-se que a comunidade remanescente quilombola possui extrema riqueza cultural e histórica para o município, possuindo potencial ainda não explorado para alavancar desenvolvimento rural, cultural, social e humano, mas que, se não houver ações efetivas neste sentido, o território corre sério risco de se extinguir.


Palavras-chave


Comunidade quilombola. Jovens rurais. Território Negro. Desenvolvimento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.25247/2447-861X.2020.n251.p567-586

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