O SUJEITO NO MST: UM ESTUDO DE CASO

Suzana Maria Pozzer da Silveira

Resumo


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) surge em 1984. Desde sua criação tem se expandido no território nacional, e também se tornou um dos maiores movimentos presentes no âmbito rural da América Latina. Nas análises/estudos desse movimento, em especial oriundas da sociologia, têm surgido diferentes olhares em relação à atuação, organização e bandeiras de luta do MST. Para certo grupo de autores, o MST não teria conseguido acabar, mesmo em relação aos seus membros, com as formas de tutela existentes no meio rural brasileiro, ou seja, estas teriam apenas mudado de forma, no sentido de que inexiste sujeito autônomo no movimento, devido à forte presença do centralismo democrático e dos mediadores, os quais falariam em nome do camponês. Para outro grupo de autores, o MST teria desenvolvido uma forma própria de educar e gestar sujeitos sociais, com autonomia e conscientes de suas ações, entendendo que a luta do movimento transcende a questão da terra. Face ao exposto, este artigo (tendo por base pesquisa de um estudo de caso do MST) visa contribuir para o esclarecimento dessa dualidade de percepções do sujeito sem-terra. Para tal utiliza como critérios de análise, principalmente, a participação dos assentados, tanto no assentamento quanto no movimento, verificando entre outros aspectos a sua visão do MST, da reforma agrária, da tomada de decisões, da organização do trabalho, etc. Em função de referir-se a um estudo de caso estes dados não poderão ser generalizados para o movimento como um todo, mas podem servir como referência comparativa, seja para com outros assentamentos do MST, assim como outros movimentos de luta pela terra, etc.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.25247/2447-861X.2008.n232.p47%20-%2060

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